Blondie (1976)
Uma das grandes bandas a darem as caras na cena punk nova iorquina, Blondie, era uma piada. E com seu álbum de estreia, fica bem evidente o motivo. Comparado com nomes mais cultuados como Patti Smith, ou com os caras mais descolados do Ramones, Blondie parece mesmo uma banda pseudopunk-popanos60-metidaàexperimental. Isso foi antes da New Wave. E bem antes do pop punk da metade dos anos 90. Esse álbum, na verdade, é a grande chave de virada para ambos os movimentos. Infelizmente, subestimada como a banda, Blondie (1976) não é reverenciada como merece. Como um grande debut.
O disco é uma grande mistura de letras irônicas de amor, referências à cultura pop, e... diversão. Muita diversão. Incrível como Gary Valentine (o baixista do grupo), que ficou na banda por um pouco mais de 1 ano, escreveu o primeiro single e a música que abriria as portas para a banda, X Offender. Uma estréia bombástica, sem dúvidas. A voz de Debbie, suave mas perigosa, como o sussurro de uma amante, fala: "Eu te vi parado no canto, você parecia grande e legal, eu realmente queria sair com você,então quando você sorriu... eu pus o meu coração em risco". De repente, a bateria de Clem Burke invade os nossos ouvidos. Pronto. Blondie nos conquistou. A letra não podia ser mais blondiesca. É a história de uma prostituta que se apaixona pelo policial que a prende. O crime? ser "sexualmente ofensiva". Com o passar da letra, Debbie promete que irá sair da cadeia e diz ao policial "eu serei sexualmente ofensiva pra você". O impacto e a esperteza dessa música é algo tão subestimado. O ritmo, uma fusão de sintetizadores e guitarras era algo totalmente diferente do que seus parceiros do CBGB estavam fazendo. A música era demais para as rádios caretas dos EUA, e acabou sendo um fracasso comercial.
Dentre a mistureba de gêneros, estava a balada romântica à lá Ronettes, In The Flesh. Ou melhor, uma comédia contada como balada romântica. Por algum motivo, a música acaba por fazer sucesso. Na Austrália. Ela atinge a segunda posição nas paradas australianas, junto com seu lado B, Man Overboard. O último single do álbum, assim como o primeiro, não se tornou hit, porém, é lembrado como o mais icônico da estréia. Rip Her to Shreds foi lançado já na segunda metade de 77, e Blondie vivia toda uma confusão com a troca da finada gravadora Private Stock pela Chrysalis Records, que relançou todos os singles.
Músicas como Look Good in Blue, a contagiante In The Sun, e as despirocadas A Shark in Jets Clothing, Rifle Range, Kung Fu Girls e The Attack Of The Giant Ants, confirmam o legado de Blondie como um dos discos de estréia mais inusitados, despretensiosos e divertidos da década. Como o som, a banda era uma bagunça. Não eram de jeito nenhum bffs.
TRACKLIST:
X OFFENDER
LITTLE GIRL LIES
IN THE FLESH
LOOK GOOD IN BLUE
IN THE SUN
A SHARK AT JETS CLOTHING
MAN OVERBOARD
RIFLE RANGE
KUNG FU GIRLS
THE ATTACK OF THE GIANT ANTS
Dentre a mistureba de gêneros, estava a balada romântica à lá Ronettes, In The Flesh. Ou melhor, uma comédia contada como balada romântica. Por algum motivo, a música acaba por fazer sucesso. Na Austrália. Ela atinge a segunda posição nas paradas australianas, junto com seu lado B, Man Overboard. O último single do álbum, assim como o primeiro, não se tornou hit, porém, é lembrado como o mais icônico da estréia. Rip Her to Shreds foi lançado já na segunda metade de 77, e Blondie vivia toda uma confusão com a troca da finada gravadora Private Stock pela Chrysalis Records, que relançou todos os singles.
Músicas como Look Good in Blue, a contagiante In The Sun, e as despirocadas A Shark in Jets Clothing, Rifle Range, Kung Fu Girls e The Attack Of The Giant Ants, confirmam o legado de Blondie como um dos discos de estréia mais inusitados, despretensiosos e divertidos da década. Como o som, a banda era uma bagunça. Não eram de jeito nenhum bffs.
TRACKLIST:
X OFFENDER
LITTLE GIRL LIES
IN THE FLESH
LOOK GOOD IN BLUE
IN THE SUN
A SHARK AT JETS CLOTHING
MAN OVERBOARD
RIFLE RANGE
KUNG FU GIRLS
THE ATTACK OF THE GIANT ANTS


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